quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Bombons de café e de menta



Na altura da Páscoa resolvi oferecer à minha mãe, à minha tia e à minha prima algo confeccionado por mim. Como não sou muito habilidosa para trabalhos manuais, optei por fazer goluseimas, afinal de contas a altura do ano assim o exigia. A minha escolha recaiu então nuns deliciosos bombons de chocolate negro com sabor a menta e com sabor a café.

Ingredientes
600g de chocolate negro
1 colher-sobremesa de essência de menta
1 colher-sobremesa de essência de café

Preparação
Dividir o chocolate por duas taças e derreter em banho-maria (confesso que tenho preguiça neste passo e derreto sempre o chocolate no micro-ondas, shame on me!!!). Adicionar a essência de menta numa das taças e a essência de café na outra. Misturar bem e distribuir pelas cuvetes de gelo flexíveis. Deixar arrefecer e colocar no frigorífico até o chocolate estar novamente sólido. Desenformar e servir. Para oferecer, basta embrulhar os bombons em papel de seda com cor e colocar dentro de saquinhos ou de uma caixa, ou ainda embrulhá-los em saquinhos de celonafe e colocar uma fita.


Para complementar, e poder agradar a gregos e troianos, fiz um Rocky Road que é uma autêntica bomba calórica (travessa no fundo da imagem).

A inspiração para estas goluseimas veio da minha bíblia do chocolate e na receita original os bombons são de chocolate branco com sabor a menta, facilmente adaptável a qualquer chocolate com qualquer sabor e até com pedacinhos, por ex. de gengibre ou de casca de laranja cristalizada, etc..

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Iogurtes de chocolate negro


A minha iogurteira é quase tão antiga como eu. Foi comprada pelos meus pais era eu bébé. E claro, esteve arrumada durante cerca de 20 anos até que, há 6 anos atrás, a levei comigo quando mudei de casa. Comecei pelos iogurtes básicos (até porque não sou fã de coisas muito doces) e depois aventurei-me noutras "iogurtices" muito graças aos blogues Côco&Baunilha e As receitas da Patanisca.
Aqui fica um dos meus preferidos, por ser pouco doce.



Ingredientes
200g de chocolate negro (usei o chocolate belga negro do Pingo Doce)
leite meio-gordo
30g leite em pó meio-gordo
1 iogurte natural (usei o Simplesmente Natural do Pingo Doce porque gosto muito da consistência)

Preparação
Derreter o chocolate com um pouco de leite no microondas. Deixar arrefecer e colocar no copo medidor. Juntar mais leite, o leite em pó, o iogurte e misturar com a varinha mágica. Voltar a juntar mais leite até perfazer o total de 1 litro (quantidade necessária para os 6 copos da minha iogurteira) e misturar. Distribuir a mistura pelos copos, colocar na iogurteira e retirar ao fim de 6h para o frigorífico (deixo a iogurteira a funcionar durante a noite e de manhã coloco tudo no frio).


O iogurte fica espesso, com uma consistência próxima da mousse de chocolate pelo que se torna numa boa alternativa como sobremesa!






segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Hellenikon



Finalmente! Após vários desencontros lá conseguimos ir ao Hellenikon. As expectativas eram muitas. Da comida, do ambiente grego e, penso que tanto para mim como para o Marco, voltar mentalmente à Grécia para matar as saudades nem que fosse de forma virtual.
O espaço é simplesmente amoroso! Entramos numa sala em tons de amarelo e azul, muito engraçada, mas que estava vazia. 



Fomos encaminhados por um corredor estreito e alaranjado, passamos pela cozinha e chegamos a uma sala pequenina, em branco e azul, muito acolhedora e intimista. A sensação que tivemos foi a de estar a  jantar em casa de alguém.




Com os dedos a fervilhar, lá passeamos pelo menu que, por ser manuscrito, não é fácil de ler: os nomes dos pratos, além de escritos em grego (e com alguns erros) estavam escritos a duas canetas diferentes sobrepostas. A confusão. 
Decidimo-nos por várias mezédes, as maravilhosas entradas. Ficamos logo decepcionados porque não havia pita. Como pode um restaurante grego não ter pão pita para servir com tzatziki? Foi o primeiro desgosto. Podiamos dar a dica do Ikea: os pães suecos, redondos e congelados, são iguaizinhos às pitas gregas!
Entre mais algumas mezédes que não estavam disponíveis, como o saganaki, lá nos decidimos por uma tiropita (folhado de queijos a que eles insistiam em chamar spanakopita (folhado de espinafres)), melitzanes tiganites (beringelas fritas) e dolmadakia (folhas de videira recheadas). Como refeição principal escolhemos uma moussaka para dividir.
Para reconfortar o estômago e a mente por falta de alguns essênciais muito desejados, lá petiscamos uma tacinha com feta, tomate e tapenade negra. Segundo desgosto: o feta era desensabido. A única explicação que encontramos foi que talvez o conservem em água. Regra de ouro: o feta deve ser conservado em azeite e oregãos frescos!
Finalmente lá chegaram as entradas. As tiropitas eram muito boas, as dolmadakia maravilhosas, pois regamo-las bem com sumo de limão e as melitzanes foram o terceiro desgosto: insossinhas que sei lá o quê! Tendo em consideração que devemos salgar as beringelas para lhes extrair a água antes de envolver no polme para fritar, fico sem perceber a razão desta falta de sal.
Já com pouco espaço para continuar a refeição, lá fomos presenteados com a moussaka. Uma pequena fatia de moussaka que custava a módica (e aqui estou a ser bastante irónica) quantia de 15,50€! E foi este o quarto desgosto. Para além de pequena e cara, a moussaka ou estava insossa (isto está a tornar-se um padrão!) ou então tinha canela e noz moscada a mais, pois a carne apresentava um sabor adocicado. 
Não havia barriga para sobremesa. Bem que gostava de ter enfiado os meus dentinhos numa bela baklava, mas por falta de companhia (o Marco raramente come doces) lá me contive.
No final tivemos o quinto desgosto: 46,50€ - a beber cerveja (que a malta raramente comete a loucura de escolher vinhos em restaurantes) e sem sobremesa.
Uma coisa é certa, quem vier jantar ao Hellenikon não fica hipertenso devido ao excesso de sal, muito pelo contrário. Mas a hipotensão gastronómica será devidamente contrabalançada ao receber "la dolorosa"!


domingo, 11 de setembro de 2011

Ciabatta de tomate seco e ervas aromáticas


Sempre imbuída no espírito mediterrânico, adaptei uma receita deste livro


Originalmente, apenas a massa da ciabatta é feita na MFP, mas resolvi fazer da seguinte forma:

Ingredientes
350 ml de água morna
1 colher-sopa de azeite (colher-chá na receita do pacote) - usei o azeite de conserva dos tomates
500g farinha Ciabatta (Lidl)
1 colher-chá de cada uma das seguintes: mangericão, oregãos, salsa e tomilho
80g de tomates secos conservados em azeite, picados grosseiramente

Preparação
Colocar os ingredientes, excepto os tomates, na cuba da máquina seguindo as indicações do manual. Escolher o programa Básico, ou Normal, e o tipo de tostagem (escolhi ligeira). Adicionar os tomates secos depois do sinal sonoro. O resultado, aqui a arrefecer na varanda, foi simplesmente delicioso para além de ter ficado um cheirinho maravilhoso pela casa fora! 


Entretanto, o Marco utilizou fatias deste pão para o jantar: na foto podem ter uma ideia da maravilha que ele cozinhou e que já prometeu vir aqui deixar a receita :)


Nota 1: os tomates secos utilizados vieram de uma mercearia absolutamente deliciosa em Naxos, Cíclades, Grécia:


Nota 2: Caso necessário, adicionar mais azeite ao frasco dos tomates secos, pois estes devem estar sempre mergulhados para serem conservados.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pudim Custard de limão



Há uns tempos vi a receita destes pudins no blog da Nárwen e resolvi experimentar (e adaptar) por duas razões: adoro o sabor a custard e adicionei o sabor a limão de que o Marco gosta.

Ingredientes
1l de leite
2 colheres-sopa de farinha custard
100g de açúcar (120g na receita original)
50g de amido de milho
1 limão (casca) (não estava presente na receita original)

Modo de preparação
Num tacho misturar o açúcar, a custard e o amido de milho dissolvendo em 200ml de leite frio. Entretanto, ferver o restante leite com a casca do limão. Retirar a casca e juntar o leite delicadamente à mistura anterior. Levar a lume brando e deixar ferver durante 3 mins mexendo sempre com um fouet. Retirar do lume e verter em tacinhas (mesmo antes de colocar a mistura, deve passar-se as taças por água (sem limpar!) para que os pudins não fiquem colados). Deixar que os pudins arrefeçam e colocar no frigorífico até à hora de servir.




Os pudins ficaram lindos, super macios, ao saírem das tacinhas são reluzentes para além de serem óptimos, com um travo a limão que confere muita graça ao paladar. Bónus: muito fácil de realizar! Ponto negativo: o Marco não gostou por terem uma consistência pseudo-gelatinosa, de modo que fiquei com os pudins todos para mim :D



domingo, 4 de setembro de 2011

Salada de aproveitamentos


Dando uma de Filipa Vacondeus, resolvi fazer uma salada para aproveitar os excessos que havia em casa.

Salada
300g massa cozida
Alface
250g de tomate-cherry
9 delícias do mar

Molho
1 colher-sobremesa de mostarda Dijon
1 lima (sumo)
1 colher-sobremesa de mel
1 colher-chá de sal
2 colher-sopa de azeite
100ml de natas de soja Pingo Doce

Cortar o tomate em quartos e as delícias em cubinhos. Numa saladeira misturar a massa, a alface, os tomates e as delícias. 
Misturar a mostarda com o sumo da lima. Juntar o mel, o sal e misturar bem. Adicionar o azeite e voltar a misturar. Completar com as natas, misturar muito bem, provar e rectificar os temperos, caso necessário. Deitar o molho na salada e envolver muito bem.