quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Bolo de iogurte grego, maçã e canela

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O fim de semana vai chegando de mansinho. Primeiro avizinha-se longe mas, quando damos por ela, vem sorrateiro, pé ante pé, ter connosco. E quando ele nos surpreende assim, nada como o receber com um bolo, ainda morno, de sabores quentes e aromáticos. Quem não gostaria de ser recebido assim? Que sejas bem vindo Sr. Fim de Semana :)
Bolo de iogurte grego, maçã e canela
(receita original de Yiaourtopita aqui)

3 maçãs
180g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente + um pouco
250g de açúcar amarelo + um pouco
3 ovos
1 c. chá de essência de baunilha
300g de farinha
1 c. sopa de fermento
250g de iogurte grego
2 c.chá de canela

Forrar uma forma de mola com papel-manteiga e untar com manteiga. Salpicar o fundo com uma quantidade generosa de açúcar e dispor uma das maçãs cortada em fatias finas. Bater a manteiga com o açúcar até se obter uma mistura pálida. Adicionar os ovos, um de cada vez, batendo bem entre cada ovo. Juntar a essência, batendo bem, para de seguida peneirar a farinha com o fermento e uma pitada de sal. Verter o iogurte e continuar a bater até se obter uma mistura espessa e macia. Adicionar as restantes maçãs em cubos e a canela, misturando bem. Colocar a massa por cima da maçã fatiada e levar ao forno pré-aquecido a 180º C durante 45 mins. Deixar arrefecer sobre uma rede e retirar da forma servindo virado ao contrário.
The weekend slowly lies ahead. Firtly, it looks far away but when we realize, here it comes, foot by foot, to meet us. And when it surprises us like that there's nothing better than welcoming it with a cake, still steamy, of warm and spicy flavours. Who wouldn't want to be greeted like that? Please be welcome Mr. Weekend :)
Greek yoghurt, apple and cinnamon cake
(original Yiaourtopita recipe here)


3 apples
180g unsalted butter, room temp + a bit more
250g light brown sugar + a bit more
3 eggs
1 tsp vanilla essence
300g flour
1 tbsp baking powder
250g greek youghurt
2 tsp cinnamon

Line a springform pan with paper and grease it with butter. Powder the bottom of the pan with a generous amount of sugar and lay one of the apples, finelly sliced. Beat the butter with the sugar to a pale cream. Add the eggs, one at the time, beating well between each addiction. Add the essence, mix and sieve in the flour with the baking powder and a pinch of salt. Pour in the yoghurt until the batter is thick and soft. Add the rest of the apples, cubbed, with the cinnamom and mix. Cover the apple slices with the batter and put in the pre-heated oven at 180º C for 45 mins. Leave to cool on a wire-rack, remove from the springform pan and serve upside-down.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Salmão Saltimbocca e a simplicidade da vida

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Porque às vezes não podia ser mais simples. Um raio de sol que despontou por detrás de uma nuvem carregada de chuva. Uma menina que trauteia uma música a caminho da escola. Um cão minúsculo que espreita de dentro da carteira de uma velhota. Um anúncio de um concerto. Uma pinga de um beiral caída bem no meio da testa da pessoa que passa por nós. Um livro acabado de comprar. O cheiro do pão quando sai do forno. Um jantar simples. 
São tantas as pequenas coisas que nos fazem feliz... são mais do que muitos os motivos para termos um sorriso escancarado na cara e agradecermos tudo aquilo de bom que a vida nos trás. Sempre.
Salmão Saltimbocca
(inspirado em "Salmon saltimbocca with gremolata potatoes and crispy sage leaves" de Lorraine Pascale)

2 lombos de salmão
6 folhas de salva
Sal e pimenta moída na hora
8 fatias de bacon
Becel líquida
2 quartos de limão

Secar os lombos salmão. Numa tábua, alinhar 4 fatias de salmão parcialmente sobrepostas e fazer o mesmo com as outras 4 fatias. Colocar os lombos de salmão atravessados sobre uma das pontas das fatias de bacon e dispor 3 folhas de salva ao comprimentos de cada lombo. Temperar com sal e pimenta, enrolar o salmão juntamente com o bacon e colocar numa frigideira previamente aquecida com margarina Becel líquida. Deixar cozinhar em lume médio durante cerca de 3 mins de cada um dos 4 lados. Servir regado com sumo de limão e acompanhado por esparregado de espinafres.
Sometimes it couldn't be more simple. A sunshine ray that pops from behind a dark cloud. A little girl singing a song on her way to school. A tiny dog peeking out of an old lady's bag. A concert outdoor advert. A drop of rain that felt right in the middle of the forehead of someone passing by. A book just bought. The smell of bread coming out of the oven. A simple dinner.
There are so many the little things that make us happy... more than many reasons to have a huge grin glued to the face and be thankful for all the good things that life brings. Always.
Salmon Saltimbocca
(inspired by "Salmon saltimbocca with gremolata potatoes and crispy sage leaves" from Lorraine Pascale)

2 salmon loins
6 sage leaves
Salt and pepper freshly ground
8 bacon slices
Liquid margarine
2 lemon quarters


Lay 4 slices of bacon on a board, overlapping lengthways. Sit a piece of salmon near one short edge. Season with salt and pepper and arrange three sage leaves along the length of the fish. Roll the bacon around the salmon until completely wrapped. Repeat with the rest of the ingredients. Meanwhile, put a large frying pan on a high heat and add a little liquid margarine. Once hot, add the salmon, sage-leaf side down, turn the heat to medium and leave them to cook for about 3 minutes on each of the 4 sides. Serve drizzled with lemon and sided with spinach mess.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pão de nozes pecan e sultanas

Hoje é Domingo. E com o tempo invernoso que está lá fora sabe bem ficar em casa, a ouvir a chuva reclamar da vida enquanto os pingos se esborracham em toda e qualquer superfície. Por ser Domingo, fazem alguns dos preparativos que facilitam a vida durante a semana. Os iogurtes já estão na iogurteira e mais logo a tarde vai ser passada com um bom filme ou livro, um chá bem quente e aromático e com os movimentos relaxantes que nos vão dar a fornada de pães para esta semana.
Pão de nozes pecan e sultanas
(adaptado de "How to make bread" de Emmanuel Hadjiandreou)

70g de nozes pecan, picadas
70g de sultanas
400g de farinha T65
100g de farinha integral T150
10g de sal
4g de fermento activo seco
360g de água morna

Numa taça pequena misturar a farinha com o sal e reservar (esta é a mistura seca). Numa outra taça (um pouco maior) pesar o fermento e adicionar-lhe a água, mexendo até o fermento estar totalmente dissolvido (esta é a mistura líquida). Adicionar a mistura seca à mistura líquida, misturando com uma colher de pau e depois com as mãos até obter uma massa. Com um salazar, limpar as paredes da taça. Tapar com a taça da mistura seca e reservar por 10 mins.
Findo esse tempo, a massa está pronta a ser trabalhada. Mantendo-a na taça, adicionar as pecans e sultanas e puxar uma porção de massa e pressioná-la para o meio. Virar ligeiramente a taça e repetir o processo com outra porção de massa. Repetir mais 8 vezes. Este processo deverá demorar 10s e a massa deve começar a resistir. Cobrir novamente com a taça pequena e reservar por mais 10 mins. Repetir os 10s de amassar e esperar 10 mins mais 2 vezes. No final da 3ª fase de amassar, a massa deverá estar macia. Amassar a massa uma 4ª vez, sendo que a massa deve estar uma bola macia. Cobrir novamente com a taça pequena e deixar levedar durante 1h.
Quando a massa tiver dobrado de volume, socar gentilmente para libertar o ar. Colocar a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e puxar um dos lados para o centro. Repetir com o lado oposto de forma a que a massa se vá alongado até ter o tamanho da forma. Colocar na forma, polvilhar com um pouco de farinha, fazer os cortes com uma faca afiada e cobrir com uma taça ou com um saco de plástico (insuflado) e deixar levedar por 30-45mins até ter dobrado de volume.
Quando faltarem 20 mins para a massa terminar de levedar, ligar o forno a 240º C no modo ventoinha e colocar um tabuleiro no fundo. Colocar o pão no forno, deitar um copo (cerca de 500ml) água no tabuleiro e reduzir a temperatura para 200º C durante 35mins. Findo esse tempo, retirar o pão do forno, bater no seu fundo e se o som for oco o pão está cozido. Caso contrário, retornar ao forno por mais uns mins. Deixar o pão arrefecer sobre uma rede. Esta receita faz um pão de 1kg.
Today it's Sunday. And with the wintery weather outside it's really nice to stay at home, listening the rain complaining about life while her drops flatten on each and every surface. Because it's Sunday, some tasks are made in advance, in order to make our life easy during the week. The yoghurts are already incubating inside the yoghurt machine and later on the afternoon will be spent in the company of a good film or book, a warm and aromatic tea and with the relaxing moves that will shape the bread loaves for this week.
Pecan raisin bread
(adapted from "How to make bread" by Emmanuel Hadjiandreou)

70g pecans, chopped
70g sultanas
400g strong bread flour
100g whole wheat flour
10g salt
4g active dry yeast
360g warm water

In one (smaller) bowl mix the flour and salt (dry mixture). In another (larger) bowl weigh out the yeast, add the water and mix until the yeast is dissolved (wet mixture). Add the dry misture to the wet mixture and mix them together with a wodden spoon until they come together to form a dough. Cover with the smaller bowl and let stand for 10mins.
Afterwards, add the pecans and sultanas and knead gently by pulling a portion of dough up from the side and by pressing it into the middle. Turn the bowl slighty and repeat the process with another portion of dough. Repeat another 8 times (the whole thing should take about 10sec) and the dough should start to resist. Cover again and let stand for 10mins. Repeat the 10sec kneading process 2 times more. At the end of the 3rd kneading the dough should be beautifully smooth. Repeat the 10scc kneading one 4th time, cover with the bowl and let rise for 1h.
When the dough has doubled in volume, punch it down with your fist to release the air.
Remove the ball of dough from the bowl, place on a lightly floured work surface and fold onde edge over into the midle. Fold the oposite edge over to the midle and keep doing it until the loaf has a sausage shape the same size as the tin. Turn the loaf over and place in the prepared baking tin. Dust with flour, make some incision in the dough with a sharp knife, cover with a bowl and let rise for 30 to 45mins.
About 20mins before baking, preheat the oven to 240º C with a roasting pan placed at the bottom. When the dough has finished rising, place it in the oven, pour a glass of water (circa 500ml) onto the hot roasting pan and lower the temperature to 200º C. Bake the bread for about 35mins or until golden brown. To check if the bread is baked tip it upside down and tap the bottom - if it sounds hollow it's ready. If not, return to the oven for a few more mins. Let the bread cool in a wire rack before slicing.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sopa indiana de tomate e coco

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As mil e uma noites. Muitas delas, talvez mil, são passadas à espera daquele que chegará quando eu já estiver a dormir. Sempre que os horários não permitem refeições em conjunto, tudo é simplificado. Tudo menos os sentimentos. As refeições preparadas a quatro mãos dão lugar às preparadas a quase meia mão e a uma cabeça ausente, que paira sobre os momentos a dois. E nesses dias, ou noites, há sopas assim, que nos fazem viajar nos seus sabores para lugares melhores. Sopas das mil e uma noites, para saborear sozinhos ou acompanhados.
Sopa indiana de tomate e coco
(adaptado do livro Soup Maker da Philips)

1 malagueta
20g de gengibre fresco
1 cebola pequena (cerca de 100g)
1 lata grande de tomate pelado
100ml de leite de coco
50g de coco ralado
Sal e pimenta
Coentros secos picados

Retirar as sementes à malagueta e colocar todos os ingredientes na panela do Soup Maker. Adicionar água até perfazer a capacidade máxima da panela e seleccionar o programa Sopas Cremosas. Servir a sopa polvilhada com coentros secos picados e coco ralado.
One thousand and one nights. Many of which, maybe a thousand, spent waiting for the one who will arrive when I'ma already at sleep. When the schedule does not allow us to eat meals together, everything is simplified. Everything but the feelings. Meals prepared by four hands are replaced for meals prepared by almost only half hand and an absent mind that drifts over the memories of shared moments. And during those days, or nights, there's always a soup to travel to better places. Soupa for one thousand and one nights, savored together or alone.
Indian tomato coconut soup
(adapted from the Philips Soup Maker book)

1 red chilli
20g fresh ginger
1 small onion (around 100g), chopped
1 large can of pealed tomatos
100ml coconut milk
50g desiccated coconut
Salt and pepper
Dried coriander, chopped

Deseed the chilli and place all the ingredients into de Soup Maker. Add water until the maximum mark and select the Cream Soup program. Serve sprinkled with the dried coriander and desiccated coconut.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Chocolate quente para comer à colher

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Chove lá fora. O vento assobia furioso e atira-se contra as vidraças como se as quisesse partir numa fúria desvairada. A chuva cai, fria, pesada, sem dó nem piedade, fustigando aquilo que encontra pela frente. Água mole em pedra dura tanto dá até que fura, dizia a minha avó quando eu era pequena, deixando-me de olhos bem abertos a pensar na (im)possibilidade de tal acontecimento. Apesar de todo este temporal estamos seguros, quentes, confortáveis. Abrimos os armários ou o frigorífico e encontramos sempre algo para compor uma refeição que reconforta, que aquece, que nos abraça a alma e acalenta o corpo. Estamos protegidos neste casulo que é nosso e dos nossos. E num desses momentos em que o frio aperta e a chuva desperta, uma pequena chávena emana aromas e sensações que nos trazem felicidade. Seria um mundo perfeito se todos pudessem ter igual conforto...
Chocolate quente para comer à colher

200g de bom chocolate negro belga
6 c.chá de amido de milho
Leite gordo q.b

Numa caçarola anti-aderente, derreter o chocolate em 300ml de leite. Entretanto, misturar o amido de milho num pouco de leite até obter uma mistura espessa mas líquida. Juntar o amido ao chocolate mexendo muito bem para que não fique com grumos e, em lume médio, verter mais um pouco de leite. À medida que a mistura for ficando mais espessa, juntar um pouco mais de leite até ter a consistência desejada (para comer à colher ou, se se continuar a adicionar mais leite, para beber). Assim que ferver, retirar do lume e servir.

Nota: o chocolate quente é algo muito versátil e que permite combinações com canela, piri-piri, pimenta rosa, gengibre, cravinho, noz-moscada, café, menta (se houver after-eights para derreter junto com o chocolate), raspa de laranja (ou outros citrinos), licores ou outras bebidas alcoólicas (fica óptimo com Bailey's). Pode ser utilizado chocolate (e misturar umas "nuts" crocantes para dar uma textura) ou até chocolate branco (que fica delicioso quando aromatizado com raspa de limão e alfazema). O leite pode ser de soja ou até se podem misturar umas natas para ter um chocolate quente ainda mais cremoso... Porque até o mau tempo tem o seu lado bom! :)
It's raining outside. The wind blows and strikes the windows as if it was about to break them with an infuriating rage. The rain pours, heavy, without a pity, fustigating all that comes across its path. Even with such dreadful weather we are safe, warm, comfy. We open the kitchen cabinets or the fridge and there's always something good to cook a comforting meal that embraces the soul and cherishes the body. We are protected in our very own cocoon. And in one of these moments, when the cold wind blows, a small cup exhales smells and feelings that bring us happiness. Wouldn't the world be perfect if everyone could find such comfort...
Thick Hot Chocolate, perfect for spoon eating

200g good dark belgian chocolate
6 tsp cornstarch
Whole milk

In a pan, melt the chocolate with 300ml of milk. In between, mix the cornstarch with a bit of milk until you have a thick and liquid mix. Add the cornstarch to the chocolate, stiring well to avoid lumps and, in a medium  heat, add more milk. As the mixture thickens, keep on adding milk until you reach the desired consistency (thick for spoon eating or liquid for drinking). When it starts boiling, remove from the heat and serve.

Note: hot chocolate is something very versatile and it allows inumerous flavouring combinations such as cinamon, chilli, pink pepper, ginger, cloves, nutmeg, coffee, mint (if after-eight bombons are lying around), citrus zests, liqueurs or other alcoholic drinks (it's great with Bailey's). Use milk chocolate (with crunchy nuts for texture) or white chocolate (with lemon zest and lavender) instead. Milk can be replaced by soya milk or by cream, the latter for an even smoothier hot chocolate. For even the bad weather has it's good side! :)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Creme de ervilhas

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Por cá come-se sopa, não todos os dias, mas umas quantas vezes por semana. Os horários trocados assim o pedem e nós não nos importamos. A verdade é que a sopa é algo perfeitamente versátil que podemos adaptar a qualquer altura. Quente ou fria. Cremosa ou com pedaços. Picante ou adocicada. E por aí fora. As combinações são infindáveis e vale de tudo um pouco. Por estas razões, a sopa é um amor para a vida (sim, sim, há 20 anos atrás ninguém me ouviria dizer isto, mas os nossos gostos evoluem e tornam-se mais refinados com o passar dos anos)! No Natal tivemos uma surpresa e foi-nos oferecida a nossa "querida sopeira". E desde então, as sopas têm tido ainda mais destaque por cá. 
Creme de ervilhas
(adaptado do livro "Soup Maker" da Philips)

500g de ervilhas (em lata)
100g de cebola picada
550ml de caldo de legumes
1/2 c.sopa de estragão seco
Sal e pimenta
Iogurte natural q.b.

Colocar todos os ingredientes (à excepção do iogurte) na panela e seleccionar o programa "Sopas Cremosas". Quando a sopa estiver pronta, abrir a tampa, rectificar os temperos, se necessário, e deitar em pratos (ou taças) e servir com iogurte polvilhado por estragão.
Nota: a vantagem do Soup Maker é que deixamos a máquina fazer tudo e não temos que nos preocupar com o facto de a água poder vir por fora ou em ir buscar a varinha mágica para passar a sopa. Outra vantagem é que não ocupa nenhum dos discos da vitrocerâmica ou do fogão. Uma vantagem ainda não testada por nós é o programa de compotas, que apenas demora 15mins.
Uma grande desvantagem é que ambas as partes (a panela e a tampa) têm que ser lavadas à mão. Outra desvantagem é que apenas faz 1,2L de sopa, que é o suficiente para 4 porções. Se quiserem fazer mais sopa devem colocar mais legumes e menos liquido. No fim do programa abrem o equipamento e adicionam o restante liquido, mexendo bem. 
Pessoalmente, não compraríamos o Soup Maker, mas tendo sido uma oferta, estamos super satisfeitos. Pensamos que poderá ser extremamente útil para quem tem filhos pequenos pois enquanto prepara o restante jantar deixa o equipamento a trabalhar e no fim obtem uma sopa super cremosa (à semelhança da Bimby mas sem custar a pequena fortuna que esta custa).
(Imagens retiradas da Internet / Images taken from the Internet)

Around here we eat soup, not every day but sometimes a week. Messed up schedule ask for it and we don't really mind. The truth is that soupa is very versatile and perfect for any time. Hot or cold. Smooth or chunky. Spicy or sweet. And so on... Combinations of ingredients are endless and anything goes, really! For this, soup is a lifetime love (yeah, yeah, 20 years ago you wouldn't hear me saying that, that´s for sure, but our taste evolves with the passing of time, if becames more refined)! For Xmas we had a Soup Maker for present and since then soup has been in the spotlight.
Pea Cream
(adapted from "Soup Maker" from Philips)

500g peas, canned
100g onion, chopped
550ml vegetable stock
1/2 tbsp dry tarragon
Salt and pepper
Natural yoghurt

Place all the ingredients (except the yoghurt) in the Soup Maker pan and choose "Cream Program". When the Soup Maker is ready open the lid, rectify the seasoning if necessary and serve with the yoghurt sprinkled with terragon.
Note: One of the advantages of the Soup Maker is that we don't have to worry to about temperature, spills or blitzing afterwards. Another advantage is that the stove is free to cook other things. The advantage we haven't yet tried is the "Jam Program" that takes only 15mins.
One big disadvantage is that both pieces have to be hand-washed. It only makes 1,2L of soup which is equivalent to 4 portions. If we need more, we have to put more veggies and less liquid in the pan and when the program is over add the remaining liquid and stir to mix.
Personally, we wouldn't buy the Soup Maker but it was an offer and we're very pleased with it. It might be very usefull for people with children because you leave the equipement to do is thing while you work on the rest of the meal. At the end, you get an extremelly creamy soup, like you would with a Thermomix but without having to pay a small fortune for it!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pão rústico de azeitonas e ervas aromáticas

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Já vos dissemos que adoramos pão? Pois bem, voltamos a dizer. Todas as semanas há uma fornada a sair, quentinha, como que a testar se os nossos sentidos estão bem apurados. 
Pessoalmente, adoro fazer pão. Aliás, não é à toa que o Vel goza e me chama "minha padeira"... Mas a verdade é que há qualquer coisa de relaxante no acto de fazer pão! Estou muito, muito longe (anos-luz) de ser uma entendida no assunto. Apenas sou curiosa e vou experimentando. 
Comecei por comprar uma MFP que durante muito tempo foi quase a minha "melhor amiga" e que me deixava muito satisfeita com os pães que fazia. Entretanto, a Ana (do blog Anasbageri) e o Paulo (do blog Zine de Pão) levaram a que tivesse vontade de enfarinhar as mãos. E aqui teve inicio a aventura: comecei por algo simples: o no-knead-bread (aqui, aqui e aqui). Testei várias combinações de farinhas e rácios de água e fiquei sempre muito contente com os resultados. O interesse levou-me a pesquisar e a tentar perceber o que é isto do pão artesanal. Quando comprei o livro do Emmanuel Hadjiandreou, apaixonei-me (o Vel que não me leia...)! Deste então tenho feito pães deliciosos com as farinhas e ingredientes ao nosso gosto. E o melhor de tudo é que são os melhores pães que alguma vez fiz. Com uma crosta bem tostadinha e crocante e o interior bem macio, é tortura ter que esperar que os pães arrefeçam! E qualquer dia ainda faço um sourdough! Ah pois!
Pão rústico de azeitonas e ervas aromáticas
(adaptado de "Olive and Herb Bread" em "How to Make Bread", de Emmanuel Hadjiandreou)

80g de azeitonas pretas, descaroçadas
80g de azeitonas verdes recheadas com pimentos
2 c.chá de Ervas da Provença
250g de farinha T65
250g de farinha integral T150
8g de sal
4g de fermento seco para pão
360g de água morna

Numa taça pequena misturar a farinha com o sal e reservar (esta é a mistura seca). Numa outra taça (um pouco maior) pesar o fermento e adicionar-lhe a água, mexendo até o fermento estar totalmente dissolvido (esta é a mistura líquida). Adicionar a mistura seca à mistura líquida, misturando com uma colher de pau e depois com as mãos até obter uma massa. Com um salazar, limpar as paredes da taça. Tapar com a taça da mistura seca e reservar por 10 mins.
Findo esse tempo, a massa está pronta a ser trabalhada. Mantendo-a na taça, adicionar as azeitonas e puxar uma porção de massa e pressioná-la para o meio. Virar ligeiramente a taça e repetir o processo com outra porção de massa. Repetir mais 8 vezes. Este processo deverá demorar 10s e a massa deve começar a resistir. Cobrir novamente com a taça pequena e reservar por mais 10 mins. Repetir os 10s de amassar e esperar 10 mins mais 2 vezes. No final da 3ª fase de amassar, a massa deverá estar macia. Amassar a massa uma 4ª vez, sendo que a massa deve estar uma bola macia. Cobrir novamente com a taça pequena e deixar levedar durante 1h.
Quando a massa tiver dobrado de volume, socar gentilmente para libertar o ar. Colocar a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e achatar gentilmente até se obter um formato rectangular Dobrar o lado esquerdo da massa até um terço e depois dobrar o direito, pressionando bem. A massa deve ter agora um formato rectangular. Cobrir com uma taça ou com um saco de plástico (insuflado) e deixar levedar por 30-45mins até ter dobrado de volume.
Quando faltarem 20 mins para a massa terminar de levedar, ligar o forno a 240º C no modo ventoinha e colocar um tabuleiro no fundo. Colocar o pão no forno, deitar um copo (cerca de 500ml) água no tabuleiro e reduzir a temperatura para 200º C durante 35mins. Findo esse tempo, retirar o pão do forno, bater no seu fundo e se o som for oco o pão está cozido. Caso contrário, retornar ao forno por mais uns mins. Deixar o pão arrefecer sobre uma rede. Esta receita faz um pão de 900g.

Have we told you we love bread? Well, we'll say it again! Every week there's a batch coming out of the oven, steamy, checking if our senses are keen.
Personally, I love to make bread. Vel makes fun of me and calls me "my baker"... But I find making bread is very relaxing. I'm years away from being an expert on the subject, I'm just curious and I explore my way around. 
It all started with a bread machine that almost became my "BFF" and I was very pleased with its breads. Meanwhile, Ana (from Anasbageri) and Paulo (from Zine de Pão) got me interested on getting flour on my hands. And so my adventure started, with something simple as a no-knead-bread (here, here and here). I tested several flour combinations and water ratios and was very happy with the results. And my interest became bigger and got me to search and try to understand all the fuss about artisan bread. When I bought Emmanuel Hadjiandreou's book I fell in love (I hope Vel doesn't read this...)! Since then I have been baking wonderfully flavoured breads with our favourite flours and ingredients. The best breads I've ever baked! With crispy crusts and a soft crumbs it's almost torture to wait for them to cool down.
And guess what? One of these days I'll be making sourdough bread! Hell yeah!
Olive and herbs rustic bread

(adapted from "Olive and Herb Bread" in "How to Make Bread", from Emmanuel Hadjiandreou)

80g black pitted olives
80g green olives stuffed with pimento
2 tsp herbes de Provence
250g bread flour
250g whole bread flour
8g salt
4g dried/active dry yeast
360g warm water

Mix the olives and the herbs and set aside. In one (smaller) bowl mix the flour and salt (dry mixture). In another (larger) bowl weigh out the yeast, add the water and mix until the yeast is dissolved (wet mixture). Add the dry misture to the wet mixture and mix them together with a wodden spoon until they come together to form a dough. Cover with the smaller bowl and let stand for 10mins.
Afterwards, add the olive mixture and knead gently by pulling a portion of dough up from the side and by pressing it into the middle. Turn the bowl slighty and repeat the process with another portion of dough. Repeat another 8 times (the whole thing should take about 10sec) and the dough should start to resist. Cover again and let stand for 10mins. Repeat the 10sec kneading process 2 times more. At the end of the 3rd kneading the dough should be beautifully smooth. Repeat the 10scc kneading one 4th time, cover with the bowl and let rise for 1h.
When the dough has doubled in volume, punch it down with your fist to release the air.
Remove the ball of dough from the bowl, place on a lightly floured work surface and gently pull into a long rectangle. Fold the left-hand third of tthe rectangle over toward the right. Noe fold the right-hand third over and press down slighty to seal the dough together. You shoul have a neat rectangular loaf shape. Turn the loaf over and place in a prepared baking tray. Dust with flour, cover with a bowl and let rise for 30 to 45mins.
About 20mins before baking, preheat the oven to 240º C with a roasting pan placed at the bottom. When the dough has finished rising, place it in the oven, pour a glass of water (circa 500ml) onto the hot roasting pan and lower the temperature to 200º C. Bake the bread for about 35mins or until golden brown. To check if the bread is baked tip it upside down and tap the bottom - if it sounds hollow it's ready. If not, return to the oven for a few more mins. Let the bread cool in a wire rack before slicing.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Spicy sausage rice para festejar

(scroll down for English)

Um ano após criarmos a página do Facebook ultrapassamos a barreira dos 1000 "likes"! Uma verdadeira surpresa! Nós, que somos apenas uns curiosos, que criamos o blogue e a página do Facebook por puro divertimento, temos mais de 1000 pessoas que gostam daquilo que fazemos de forma amadora. É bom ver que os nossos interesses estão alinhados com os interesses de tantas outras pessoas, a maioria das quais não conhecemos nem sequer de forma virtual... E é simplesmente maravilhoso e arrebatador pensar que uma dessas pessoas se possa sentir inspirada por nós num dado momento da sua vida (nem que seja durante a crise existencial de o-que-fazer-para-o-jantar) enquanto passeia os olhos pelo "Coentros". Por isso hoje é dia de festejar! E nada melhor do que muita cor, sabor e animação para vos agradecer por estarem do outro lado do ecrã e por fazerem chegar até nós um feedback muito positivo :)
Spicy sausage rice
(adaptado de Gordon Ramsay's Ultimate Cookery Course)

Azeite
1 chalota, picada
1 pimento vermelho, picado
2 dentes de alho, picados
10 salsichas frescas picantes, sem pele
1 c.chá de pimentão doce
250g de arroz vaporizado
1/2 copo de vinho branco
600ml de caldo de galinha
4 cebolinhas
2 tomates, em cubos
1 punhado de salsa, picada
Sal marinho Marnoto e pimenta moída na hora

Numa caçarola, alourar a cebola com o azeite durante cerca de 5mins. Adicionar o pimento e o alho e cozinhar por mais 2mins. Esfarelar a carne das salsichas para a caçarola e cozinhar em lume médio durante 5mins, até terem ganho cor. Juntar o pimentão e temperar com sal e pimenta. Deitar o arroz e mexer bem para que absorva os sabores. Regar com o vinho, mexendo para descolar qualquer pedacinho que tenha ficado agarrado ao fundo da caçarola. Juntar o caldo, deixar fervilhar e cozinhar por mais 15 a 20 mins, até o arroz estar tenro e o líquido absorvido. Retirar do lume, envolver as cebolinhas, o tomate e a salsa e servir.
A year after opening the Facebook page we managed to exceed the magical number of 1000 likes. What a surprise!!! We, who are just curious about cooking, that created the blog and Facebook page just for fun, we have more that 1000 people who actually like what we do as amateurs. It's great to see that our interests are somewhat aligned with the interests of so many others, most of which we do not know, not even in a virtual manner... And it is wonderfully overwhelming to think that one of those persons might be inspired by us at a certain point of the day (even if it's just during the daily crisis of what-to-cook-for-dinner) while scanning the blog. So today we celebrate! And there's nothing better than colour, flavour and liveliness as a way to thank all of you for being on the other side of the screen and for leaving us such a positive feed-back :)
Spicy sausage rice
(adapted from Gordon Ramsay's Ultimate Cookery Course)

Olive oil
1 red onion, chopped
1 red pepper, chopped
2 garlic cloves, chopped
10 spiced fresh sausages, skinned
1 tsp paprika
250g rice
1/2 glass white wine
600ml chicken stock
4 spring onions
2 tomatos, chopped
1 bunch parsley, chopped
Marnoto sea salt and freshly ground pepper

In a casserole fry the onion with the olive oil for 5mins until soft. Add the pepper and garlic and cook for 2mins. Crumble the sausages meat into the pan and cook over a medium heat for 5mins, until coloured. Add the paprika, season to taste and mix. Add the rice and stir well to absorb the flavour. Deglaze the pan by pouring in the wine and scraping the bits stuck to the bottom. Add the stock and bring to a simmer, Cook gently for 15-20 mins until the rice is tender and the liquid almost entirely absorbed. Remove from the heat and gently fold in the spring onions, tomato and parsley before serving.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Lulas recheadas da Mãmi

Ano novo, rubrica nova. Para além das nossas receitas, 2013 vai trazer-nos receitas de família e amigos. Sim, porque vivemos rodeados por pessoas com um talento imenso para a culinária e é prazer convidá-los a partilhar as suas especialidades através do nosso blogue. Como não poderia deixar de ser, a estreia é com uma receita da minha Mãmi, que cozinhou um dos nossos favoritos.
Lulas recheadas

4 lulas frescas grandes (cerca de 1,2 kg) com as perninhas picadas
2 dentes de alho, picados
Presunto, cortado em pedacinhos
Miolo de pão escuro
Sumo de limão
Vinho branco
Azeite
Sal e pimenta

Refogar a perninhas das lulas em alho e azeite num tacho grande. Juntar o presunto, temperar com pimenta e deixar apurar. Molhar o miolo de pão em água, escorrer bem e juntar à mistura das perninhas de lula, mexendo bem até ter uma pasta homogénea. Rechear as lulas com a mistura e fechá-las com um ou dois palitos. Colocar as lulas recheadas de volta ao tacho da mistura onde já está o segundo alho refogado em azeite, juntar vinho branco e deixar cozinhar durante cerca de 30 mins ou até as lulas estarem tenras. Entretanto, regar com sumo de limão e temperar com sal e pimenta. Servir polvilhadas com coentros secos picados e acompanhadas por arroz branco e pão (que fica divinal molhado no molho das lulas!). 
New year, new rubric. Apart from our recipes, 2013 will also bring recipes from our family and friends. Simply because we are surrounded by talented people and it's a pleasure to invite them to share their specialties in our blog. The first person invited was my Mom who gave us the honour of cooking one of our all time favorite meals.

Stuffed squid

4 large fresh squids (around 1,2 kg) with minced legs
2 garlic cloves, finelly chopped
Ham, finelly chopped
Breadcrumbs from a dark bread
Lemon juice
White wine
Olive Oil
Salt and peper

In a large saucepan, braise the squid legs in garlic and olive oil. Add the ham, season with peper cook until tender. Soften the breadcrumbs in water, drain well and add to the squid legs, mixing well to a smooth paste. Stuff the squids with this mix and close them with one or two toothpicks. Put the squid back in the large saucepan where the second garlic clove is already golden in olive oil. Pour in white wine and leave to cook for 30 mins or until the squid are tender. Meanwhile, drizzle lemon juice over the squid and season with salta and peper. Serve the squid topped with dry coriander leaves and sided with white rice and bread (lots of good bread to dip in the sauce!).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Murgh Makhani


(scroll down for English)

A comida indiana é fascinante. Toda ela é alegria, explosão de cores e sabores. Como se os pratos estivessem em festa, numa missão perpétua de estimular os sentidos. Reinam as especiarias e ervas, em combinações geniais. E a multiculturalidade das várias regiões está bem representada no mapa das refeições. Temos um pouco de tudo para experimentar e é impossível não nos rendermos a tamanha diversidade. Por cá apreciamos bastante. E de quando em vez lá nos aventuramos a experimentar alguns dos nossos favoritos.
Murgh Makhani
(adaptado de "O livro Essencial da Cozinha Asiática")

1,2kg de peito de frango
1 c.chá de sal
1 limão pequeno (sumo)
1 chávena de iogurte natural
1 cebola média picada
2 dentes de alho esmagados
3 c.chá de gengibre fresco ralado
1 malagueta picada
2 c.chá de garam masala
125ml de puré de tomate
125ml de água
2 c.chá de gengibre fresco ralado
250ml de natas de soja
1 c.chá de garam masala
1/4 c.chá de malagueta em pó
1 c.sopa de sumo de limão
1 c.chá de cominhos moídos
100g de ghee

Cortar o frango em cubos e salpicar com o sal e o sumo de limão. Misturar o iogurte, a cebola, o alho, o gengibre, a malagueta e garam masala num robot até estar uma pasta homogénea. Colocar o frango a marinar nesta pasta durante 4h dentro do frigorífico. Retirar o frango e escorrer. Colocar o frango numa panela com o puré de tomate com a água, o gengibre, as natas, garam masala, malagueta em pó, sumo de limão e cominhos e deixar cozinhar até estar tenro. Adicionar a ghee e deixar derreter, misturando bem com o restante molho. Servir com arroz basmati simples.
Como não foram utilizados os corantes alimentares característicos desta receita, o frango não apresenta uma cor tão viva como quando é servido nos restaurantes. Numa próxima oportunidade vamos trocar a água por leite de coco.
Indian food is fascinating. It screams joy, an explosion of colors and flavors. As if meals are part of a massive party, in a perpetual mission for stimulating our senses. Spices and herbs dominate in genius combinations. And the multfculturality of the Indian regions is well represented in the gastronomic map. There's a bit of everything for us to taste and it is impossible not to fall in love with such diversity. We are fans. And, once in a while, we take the risk, we plunge and dare to cook some of our favorite dishes.

Murgh Makhani
(adapted from "The Essential Book of Asian Food")

1,2kg chicken breast
1 tsp salt
1 small lemon (juice)
1 cup natural yoghurt
1 medium onion, chopped
2 garlic cloves, crushed
3 tsp fresh ginger, grated
1 chili, chopped
2 tsp garam masala
125ml tomato purée
125ml water
2 tsp fresh ginger, grated
250ml soya cream
1 tsp garam masala
1/4 tsp chili powder
1 tbsp lemon juice
1 tsp ground cumin
100g ghee

Cut the chicken in cubes, sprinkle with the salt and lemon juice. In a blender, blitz the yoghurt, onion, garlic, ginger, chili and garam masala to a smooth paste. Leave the chicken to marinate in this mix for 4h in the fridge. Drain the chicken and place it in a saucepan with the tomato puré, water, ginger, cream, garam masala, lemon juice an cumins and cook until tender. Melt in the ghee and mix thoroughly. Serve with white basmati rice.
Since we didn't use the food dyes, the chicken does not have the vibrant colors that normally has when eaten in restaurants. Next time we will substitute the water for coconut milk.